“Negacionismo se implantou entre nós à enésima potência”, diz Flávio Dino | Congresso em Foco

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“Negacionismo se implantou entre nós à enésima potência”, diz Flávio Dino
“Negacionismo se implantou entre nós à enésima potência”, diz Flávio Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o ministro Gilmar Mendes e o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) debatem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o Sistema Único de Saúde (SUS) em evento do Instituto de Direito Público (IDP). Também é esperada a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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O governador enalteceu a federação brasileira e criticou a atuação do governo federal na pandemia. “O negacionismo se implantou entre nós à enésima potência, de modo quase que inacreditável”, disse ele. Dino disse que há “esdrúxulos cultos” a supostos remédios que seriam redentores. Ele não citou nominalmente nenhum medicamento, mas o presidente Jair Bolsonaro é um dos atores que sai em defesa de medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento da covid-19, como a cloroquina. Segundo o governador, enquanto essa ação ocorre, medidas autenticamente eficientes têm sido garantidas pelo Judiciário, pelo Congresso e pelas esferas subnacionais.

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Dino disse também que o Fundeb está para a educação como o SUS está para a saúde e destacou a importância do financiamento solidário. O governador criticou a falta de um debate organizado sobre o retorno às aulas e defendeu que o governo federal desempenhe um papel coordenado, promovendo a descentralização de recursos. “MEC está silente há 19 meses. Recorde na vida republicana” criticou.

Gilmar Mendes reforçou a importância de dar passos na descentralização de recursos. A pandemia tornou mais evidente realidades já conhecidas, as colocando como fraturas expostas. “Ao lado de uma lei de responsabilidade fiscal, o Brasil devesse também debater uma lei de responsabilidade social”, disse ele sobre a necessidade de cumprir lacunas acumuladas ao longo dos anos.

Freixo, por sua vez, defendeu que municípios tenham mais autonomia para estabelecer políticas educacionais e pedagógicas mais próximas de sua realidade. Ele também elogiou a postura ativa do Congresso na votação de matérias de combate à pandemia, como o auxílio emergencial.

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