Pressão evangélica e olavista contra Feder no MEC cresce nas redes sociais | Congresso em Foco

0
119
Pressão evangélica e olavista contra Feder no MEC cresce nas redes sociais
Pressão evangélica e olavista contra Feder no MEC cresce nas redes sociais

Na manhã de sexta-feira (2) o nome de Renato Feder era dado como certo para assumir o comando do Ministério da Educação após a saída de Carlos Alberto Decotelli. Aliados do presidente e do governador Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, onde Feder é secretário de Educação, acreditavam que a nomeação poderia acontecer ontem mesmo. A situação mudou de contorno após os setores de apoio ao governo ligados aos evangélicos e a Olavo de Carvalho apresentarem resistências. Na manhã deste sábado (4), a oposição a Feder era um dos principais assuntos no Twitter. 

Diversos posts com a hashtag #FederNaoBolsonaro começaram a ser publicados no começo da madrugada deste sábado. O tom principal das críticas é de que Feder é alinhado a nomes associados ao establishment, que a base ideológica do bolsonarismo tem como importante inimigo. 

Nos posts, há fotos, trechos de reportagens e outras formas de associar o pretenso ministro ao governador de São Paulo, João Doria– a quem Feder fez doações nas eleições municipais de 2016 – , ao apresentador Luciano Huck e ao empresário Jorge Paulo Lemann, que mantém iniciativas ligadas à educação. O que essa ala teme é que Feder não se engaje nos embates ideológicos que acreditam ser fundamentais para a educação, como a chamada doutrinação ideológica da esquerda, um dos pilares fundamentais do bolsonarismo. 

Leia mais

Veja a lista de políticos que foram infectados pelo coronavírus

3 jul, 2020

Pandemia obriga governo a acelerar digitalização de serviços, diz…

3 jul, 2020

Em suma, esses apoiadores querem um novo Abraham Weintraub. E dizem isso abertamente. 

#FederNaoBolsonaro Achar um Ministro como ele ta difícil! pic.twitter.com/Wj8JL7v0LH

— Maria de Lourdes (@lourdesflintz) July 4, 2020

O tom das críticas foi dado pelos formuladores da ala ideológica, entre eles o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins. 

Ninguém pode se dizer tecnicamente qualificado para o cargo se não compreende os estragos que a doutrinação ideológica, a falta de disciplina e o predomínio de métodos adotados por razões puramente políticas causaram na educação dos brasileiros.

— Filipe G. Martins (@filgmartin) July 4, 2020

#federnaobolsonaro Eitaaa… esse aí não!!! 😫 pic.twitter.com/ooSTR5XVss

— Daniela Almeida (@DaniMariaWeb) July 4, 2020

Pois é mas tem gente que não enxerga um palmo na sua cara…#FederNaoBolsonaro pic.twitter.com/Ehghta2t1j

— Toco Larsen 🇧🇷🇺🇦 (@tocolarsen) July 3, 2020

> Congresso se movimenta para derrubar veto de Bolsonaro a uso de máscaras

imagem04-07-2020-12-07-33  

Continuar lendo

Conteúdo Bloqueado

Ajude-nos a crescer! Compartilhe esta matéria com seus amigos no Facebook clicando no botão abaixo para desbloquear o conteúdo automaticamente. Compartilhar é grátis!

Clicando no botões você concorda com os termos de uso e política de privacidade